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UNIÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES

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 Osmar -                         - Dema

NOTA REPÚDIO

DIRETORIA NACIONAL PELA IGUALDADE RACIAL

UST - UNIÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES

REPUDIA AS DECLARAÇÕES DO PREFEITO FERNANDO XAVIER DA SILVA (PDT)

DO MUNICÍPIO DE

CARLOS BARBOSA/RS.

Segundo declaração do prefeito de Carlos Barbosa/RS, que falou em 'infestação de goianos e baianos'. A declaração ofende aos goianos e baianos, aos brasileiros e a todos nós que queremos um país igualitário em todos os sentidos, Caracterizando como um pensamento preconceituoso ele foi racista e preconceituoso.

As declarações foram dadas em evento de apresentação da diretoria do Festiqueijo. Na oportunidade, Xavier pediu cautela na divulgação do evento e do município. Ressaltando as qualidades da cidade, que ficou em primeiro lugar no Estado no ranking do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), o prefeito afirmou temer que a propaganda atraísse pobreza para o município.

Segundo reportagem publicada no jornal Contexto do dia 5 de abril, Xavier teria feito as seguintes declarações, em 31 de março, no evento da Festiqueijo:

"O que falar de uma cidade como a nossa, que não tem desemprego, limpa, que tem atendido uma série de necessidades básicas? Não temos favela, invasão, gente morando embaixo de lona, de madeirite. Mas temos que ter cuidado ao falar sobre isto. Se colocarmos que aqui só tem coisas boas, as pessoas pensam: 'vou para lá!' Botam a mudança em um caminhão, e vamos ver todas as coisas que não queremos. É importante dizer que, para vir pra cá, precisa ter profissão, estudo. Que o custo de vida aqui não é barato. Me parece que as pessoas que fizeram a mudança aqui eram baianos e goianos... não queremos isso para o município. Se vier uma infestação aqui de baianos e goianos, vai começar a ter fome, vão ter que invadir algum lugar... e passamos a ter problemas no futuro e quem sabe a nossa tranquilidade e qualidade de vida comecem a cair".

Lamentamos o quanto suas palavras podem prejudicar, reafirmando o racismo como prática cotidiana e incentivando reprovações ao povos baianos e goianos. Somos pessoas que estamos nas escolas, nos quartéis e nos parlamentos, nos hospitais, nas universidades somos famílias temos uma história na construção deste país, Colocar em dúvida a capacidade na condução de suas profissões e vidas constitui-se num desrespeito grave para um prefeito, representante um povo.

Devemos lembrar ao prefeito Sr.Fernando Xavier da Silva (PDT/RS), que com isso abre-se um precedente para que a própria população possa colocar em dúvida as capacidades daqueles que os governam, com visões preconceituosas e distantes de qualquer realidade.

Aldemar José dos Santos

Diretor Nacional pela igualdade racial. UST- Brasil.

Paulo Negrão - Carlão - Osmar - Zivan - Dema

UST São Paulo

Diretoria da Igualdade Racial

UST São Paulo realizou a posse da Diretoria da Igualdade Racial, liderada pelo companheiro Osmar, no dia 22 de março de 2014, na Assembleia Legislativa de São Paulo, com  objetivo de colocar em discussão o mito da questão racial no Brasil e suas consequências na vida da população negra. O desafio do companheiro Osmar é pensar o racismo e como ele se perpetua e de que forma pode ser efetivamente combatido. Provocar o debate para que possamos refletir e propor par a sociedade brasileira politicas publicas contra o racismo em sua pior

face: as altas taxas de mortalidade entre pessoas negras.        contato:     osmar@ust.org.br

Que o Brasil é extremamente desigual, todos já sabem. Talvez a desigualdade mais marcante se refira a condição do negro na nossa sociedade. Como se não fosse a faixa educacional e, conseqüentemente, a faixa salarial menor, a discriminação assume o papel de vilão na tentativa de se fazer uma país mais justo para todos. O aumento significativo do salário

mínimo e a oferta de bolsas em faculdades para alunos carentes são ótimos meios para se atingir tal objetivo. Mas reverter esse quadro não é nada fácil. As principais características da nossa sociedade hoje foram consolidadas por séculos durante os quais o Brasil assumiu diversas “caras”. A saber o negro já foi inserido aqui em condição de inferioridade perante

os portugueses, e porque não dizer perante os próprios índios. O negro africano assumiu o papel de escravo em uma terra onde, pelas circunstâncias impostas, ele era descaracterizado

como pessoa sendo considerado apenas um objeto, uma “peça”, alguém que não tinha autonomia sobre seus próprios atos.

E apesar das resistências, das lutas em busca da liberdade, o negro escravo viveu nessa condição por três séculos. Tempo mais que o suficiente para que essa situação fosse

inconscientemente assimilada por toda a sociedade. Tanto foi assim que mesmo depois da abolição da escravidão em 1888, o negro continuou sendo escravo, escravo de uma

sociedade que se recusou a inseri-lo em seus meios sociais. Certamente a condição dos negros hoje estaria melhor se as vagas no mercado de trabalho, que a partir de então passou a

ser assalariado, fossem ocupadas por eles mesmos. No entanto, o que se viu foi a sua completa exclusão, a preferência foi dada aos imigrantes, principalmente europeus. Sem a Casa-

Grande e nem emprego, o negro não teve muitas escolhas. 

Muitos foram obrigados a viver de mendigagem ou cometendo pequenos delitos, tornou-se uma grande massa que vivia na ociosidade. Isso veio apenas piorar a sua situação porque ele passava a ser visto com um olhar crítico cada vez pior, por um grupo de pessoas que se julgavam civilizados. E não se pode dizer que a sociedade brasileira hoje não seja herdeira

desse Brasil de pouco mais de cem anos atrás. 

Características que se arrastam no tempo. Sem dúvida a condição do negro hoje é muito melhor, mas ainda tem muito o que melhorar. Ao governo cabe dar melhores condições de

saúde e educação e à sociedade de maneira geral, cabe se libertar de suas heranças históricas que vê os negros com um olhar de inferioridade. É evidente que se deve haver

julgamentos, mas que os quesitos julgados sejam os méritos e não características físicas. Esse é o caminho para um Brasil que seja realmente democrático.

Que o Brasil é extremamente desigual, todos já sabem. Talvez a desigualdade mais marcante se refira a condição do negro na nossa sociedade. Como se não fosse a faixa educacional e, conseqüentemente, a faixa salarial menor, a discriminação assume o papel de vilão na tentativa de se fazer uma país mais justo para todos. O aumento significativo do salário

mínimo e a oferta de bolsas em faculdades para alunos carentes são ótimos meios para se atingir tal objetivo. Mas reverter esse quadro não é nada fácil. As principais características da nossa sociedade hoje foram consolidadas por séculos durante os quais o Brasil assumiu diversas “caras”. A saber o negro já foi inserido aqui em condição de inferioridade perante

os portugueses, e porque não dizer perante os próprios índios. O negro africano assumiu o papel de escravo em uma terra onde, pelas circunstâncias impostas, ele era descaracterizado

como pessoa sendo considerado apenas um objeto, uma “peça”, alguém que não tinha autonomia sobre seus próprios atos.

E apesar das resistências, das lutas em busca da liberdade, o negro escravo viveu nessa condição por três séculos. Tempo mais que o suficiente para que essa situação fosse

inconscientemente assimilada por toda a sociedade. Tanto foi assim que mesmo depois da abolição da escravidão em 1888, o negro continuou sendo escravo, escravo de uma

sociedade que se recusou a inseri-lo em seus meios sociais. Certamente a condição dos negros hoje estaria melhor se as vagas no mercado de trabalho, que a partir de então passou a

ser assalariado, fossem ocupadas por eles mesmos. No entanto, o que se viu foi a sua completa exclusão, a preferência foi dada aos imigrantes, principalmente europeus. Sem a Casa-

Grande e nem emprego, o negro não teve muitas escolhas. 

Muitos foram obrigados a viver de mendigagem ou cometendo pequenos delitos, tornou-se uma grande massa que vivia na ociosidade. Isso veio apenas piorar a sua situação porque ele passava a ser visto com um olhar crítico cada vez pior, por um grupo de pessoas que se julgavam civilizados. E não se pode dizer que a sociedade brasileira hoje não seja herdeira

desse Brasil de pouco mais de cem anos atrás. 

Características que se arrastam no tempo. Sem dúvida a condição do negro hoje é muito melhor, mas ainda tem muito o que melhorar. Ao governo cabe dar melhores condições de

saúde e educação e à sociedade de maneira geral, cabe se libertar de suas heranças históricas que vê os negros com um olhar de inferioridade. É evidente que se deve haver

julgamentos, mas que os quesitos julgados sejam os méritos e não características físicas. Esse é o caminho para um Brasil que seja realmente democrático.

O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

Aldemar José dos Santos (Dema)  Diretor Nacional Igualdade Racial 

20 dezembro de

2013

UST - Brasil

UST homenageia professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro

“Professor Eduardo, presente!”

A luta do presidente do CNAB (Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), primeiro vereador negro de São Paulo e atalmente membro honorário do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) foi lembrada pela secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Júlia Nogueira, como exemplo de dedicação e compromisso com a busca incessante da igualdade e da justiça.

Entre outras obras do professor Eduardo, que também era poeta, o Hino à Negritude integra a lista dos hinos oficiais do país por iniciativa de um projeto de lei do deputado federal Vicentinho (PT-SP), já tendo sido adotado por centenas de municípios.

Conforme Ramatis Jacino, presidente do INSPIR (Instituto Social Interamericano pela Igualdade Racial), o professor será lembrado com muito carinho por todos os que se dedicam à construção de uma nova sociedade justa e igualitária. “O nome do professor Eduardo servirá sempre como referência, um símbolo de dedicação e empenho pela valorização dos negros e negras, pelo fortalecimento da nossa autoestima”, declarou Ramatis.

O corpo do professor Eduardo está sendo velado na noite desta quinta-feira na Câmara Municipal de São Paulo. 12/07/2012   Escrito por: Leonardo Severo

Semana da Consciência Negra

Uma data dedicada à reflexão sobre as origens históricas e a atual situação de exploração e opressão a qual estão submetidos milhões de negros e negros no Brasil. A data foi escolhida em referência à morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares, assassinado por forças portuguesas em 20 de novembro de 1695. Nesse sentido, é

interessante notar como a grande mídia vem retratando negros e negras,  tem sido incapaz de superar o abismo social que insiste em segregar brancos e negros passados três séculos da sangrenta destruição de Palmares. 

Essa é uma batalha que nós temos de enfrentar no dia-a-dia, a discriminação e a desigualdade no processo de seleção de empregados, no ambiente de trabalho, na falta de oportunidades de crescimento na carreira, nas diferenças salariais desfavoráveis aos negros e, mais acentuadamente, às mulheres negras.

 Se houve alguma melhora e algumas políticas afirmativas nas últimas décadas, é porque, o aumento da consciência e do engajamento na luta desenvolvida pelo movimento negro e pelas entidades sindicais.

 O enfrentamento a discriminação racial precisa caminhar com a luta dos trabalhadores no combate a todas as formas de exploração das forças de trabalho. A UST convoca os nossos militantes e dirigentes sindicais tratarem essas questões no cotidiano e, principalmente, pautar reivindicações nas negociações coletivas.

Desejamos estimular cada vez mais esse debate, buscando ampliar a mobilização dos dirigentes sindicais e trabalhadores, porque não haverá uma sociedade justa, igualitária, sem direitos e oportunidades iguais para todos, para intensificar a luta contra o racismo, a discriminação e a desigualdade que, persistem com vigor e crueldade em todo o mercado de trabalho e em todos os setores sociais, como na Educação.

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