Central Sindical
 
 
UNIÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Sandro Fantini toma posse e reafirma a unidade na luta pelos direitos dos trabalhadores

Sandro Fantini, foi homenageado na posse da Presidência da Central Sindical UST Mato Grosso do Sul, que aconteceu na Câmara Municipal de  Amambai no dia 19 de abril de 2016, contou com as presenças do Presidente da Câmara o vereador Anilson Prego e do Ex Deputado Federal Antônio Carlos Biffe.

A cerimônia foi marcada por um ato político que expressava o avanço da unidade na luta pelos direitos dos trabalhadores e em especial, Homenagem aos povos Indígenas.

O Presidente da UST, Carlos Borges, falou em referência ao dia do Índio, para lembrar as lutas indígenas no Brasil e fez um resgate da trajetória da UST, da necessidade de buscar unidade entre os diferentes setores na luta por unidade contra o Ajuste Fiscal que retiram direitos dos trabalhadores.

Foram unânimes as intervenções em defesa da unidade e disposição para enfrentar a dureza, em meio à crise econômica mundial, destacaram a importância da política na busca por melhores salários e ampliar os direitos.

A atividade foi encerrada com pronunciamento do Presidente Fantini, já empossado lembrou o caminho da luta para enfrentar os pequenos e grandes desafios. Nesse último período, tivemos grandes exemplos de mobilizações que garantiram a manutenção e ampliação de direitos, mesmo com toda a pressão da crise.

 
 
 
 

Encontro dos Povos Indígenas 

Mato Grosso do Sul - Amambái

19 de abril

 
 

           

O encontro Indígena de Amambái será dia 19 de abril, os organizadores do evento, Presidente Edilso Vieira da Central Sindical UST MS e lideranças dos povos indígenas. Durante a atividade, haverá exposição e debate sobre a realidade dos povos indígenas que estão exilados na própria terra, também a comunidades indígenas terá atividades culturais como o canto e dança tradicional.
A luta dos indígenas reafirma o compromisso de ampliar o nível de organização nas regiões e defendem respeito dos direitos trabalhistas dos indígenas e demarcação das terras, ampliar a consciência das comunidades e entidades sindicais, para, a partir da mobilização da sociedade, pressionar as autoridades a fim de ampliar direitos e consolidar conquistas.
A Central Sindical UST defende aplicação do Estatuto do Índio, respeitando as condições de trabalho, com remuneração e igualdade de salário com os brancos e garantir com fiscalização que trabalhador indígena não seja escravizado em condições de trabalho degradantes e mais fiscalização contra abusos das empresas.
Fazer valer a legislação que garante direito aos trabalhadores a Carteira assinada, Fundo de Garantia, férias remuneradas e todos os direitos trabalhistas, além de apresentar projetos de qualificação para mão de obra indígena.
Milhares de Indígenas e Quilombolas
param o Brasil contra a PEC 215
               

No dia 11 de novembro, milhares de indígenas e quilombolas paralisaram ruas, avenidas e rodovias em uma ampla articulação nacional contra a PEC 215/00. Atualmente defendida pela bancada ruralista, que ocupa o mais amplo setor do Congresso Nacional e que há anos tenta implementar medidas que afetam diretamente os povos originários e tradicionais, bem como as unidades de preservação ambiental.

Esta PEC visa transferir do Poder Executivo para o Legislativo a função de demarcar estes territórios. Na prática, a aprovação desta proposta ocasionaria a paralisação das demarcações em curso, e impediria que novos territórios fossem homologados. Sabe-se que hoje grande parte das cadeiras ocupadas no Congresso pertencem aos ruralistas. Políticos que recebem gigantescas doações de dinheiro do agronegócio para financiar suas campanhas e que possuem extensas propriedades de terra em territórios historicamente indígenas e quilombolas. Terras que há anos atrás foram roubadas e vendidas por meio de grilagem, e que hoje, mesmo com laudos antropológicos comprovando a presença destes povos, encontra uma série de processos burocráticos que impedem a homologação e a retirada dos latifundiários. Além disso, a PEC 215 é inconstitucional, pois sua tramitação e possível aprovação atinge diretamente os direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição Federal, que garantem o direito inalienável de consulta sobre todas as medidas que possam interferir sobre seu território e sua cultura. Sabe-se hoje que todas as etnias do Brasil são contra esta proposta, e mesmo assim uma Comissão Especial da Câmara aprovou em 27 de outubro seu texto, que nos próximos meses será encaminhado para a votação.

Frente a isso, indígenas e quilombolas de todo o Brasil articularam uma grande mobilização nacional. Tupinambá, Kayapó, Xikrin, Kaingang, Guarani-Kaiowá, Mbya, Nhandeva, Pataxó, Xokleng, Terena, Xavante, Munduruku, entre outras diversas etnias, com populações dos mais diversos quilombos, bloquearam centenas de ruas, avenidas e rodovias em protesto contra a retirada de seu direito fundamental, o direito à terra que garante a vida e a cultura desses povos, seu sustento e sua integração.

Em São Paulo, cerca de 200 pessoas saíram do Vão Livre do MASP e se dirigiram até a ocupação dos estudantes secundaristas, na E.E. Fernão Dias, afirmando a necessidade da unidade da luta dos mais diversos setores, contra esta onda de medidas que visam o retrocesso nos direitos da juventude, da classe trabalhadora, do povo indígena, dos negros e das mulheres.

O engavetamento desta PEC não diz respeito apenas a estes povos que ocupam secularmente o território que hoje conhecemos como o Brasil. Sabemos que as áreas que habitam os povos indígenas e quilombolas são hoje os locais com fauna e flora mais preservados de nosso país. Em um momento de crise ambiental, onde acompanhamos desastres causados pela ganância destruidora do capitalismo, como as barragens da Samarco, e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é importante que levemos esta luta adiante para preservar nossos últimos recursos, que a todo momento são disputados por empresas privadas que levam a maior parte do seu lucro para fora do país.

Mesmo com uma ampla mobilização, que certamente paralisou o Brasil por algumas horas, o alcance que as lutas indígenas e quilombolas possuem nas grandes mídias é relativamente pequeno. A presença dos mais diversos movimentos sociais e organizações políticas é extremamente necessária para que a visibilidade dessa luta cresça. A unidade entre os diversos povos e a articulação nacional, é um exemplo para os que estão na luta contra os ataques do governo. Reconhecer a luta secular em que atuam os guerreiros indígenas e quilombolas é um dever de todos para que haja uma profunda reparação histórica no Brasil.    Anaís Goedert, estudante da Letras USP

Movimentos sociais pedem boicote para agronegócio do
Mato Grosso do Sul
 
 
 
 
 
 
 
Nos últimos 12 anos, mais de 400 indígenas foram assassinados no Estado Mato Grosso dos Sul
 
 
Nos últimos 12 anos, mais de 400 indígenas foram assassinados no Estado
Dezenas de movimentos e organizações sociais assinam manifesto que denuncia o genocídio contra povos indígenas do Mato Grosso do Sul, que está sendo cometido pelo agronegócio. O texto que pede o boicote e o embargo aos produtos do agronegócio produzidos no estado é destinado, inclusive, à União Europeia.

O Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do país com 77 mil pessoas, que têm sido vítimas dos ataques do latifúndio. Nos últimos 12 anos, mais de 400 indígenas perderam a vida, o que corresponde a 60% do total de mortes do país.

"Não ao Genocídio dos Povos Indígenas.

Porque pedimos o embargo/boicote aos produtos do agronegócio de Mato Grosso do Sul
- Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, cerca de 77 mil pessoas, e é palco das maiores e mais graves violações de Direitos Humanos do Brasil e do mundo: casos de tortura, estupros, espancamentos, ataques armados e assassinatos, praticados por milícias de jagunços e organizações paramilitares, contratadas por fazendeiros, além dos altos índices de desnutrição e suicídios. Está em curso um verdadeiro genocídio*, especialmente do povo Guarani-Kaiowá.

 
 

Sindicalista indígena integra a diretoria da UST

 
O presidente Carlos Borges, em reunião de afiliação com sindicalistas do MS, com autoridade de quem conhece os processos de transformação social, defende que "- essa situação só vai mudar quando os indígenas estiverem eles mesmo à frente das instituições e espaços de discussão que cuidam de seus interesses, até lá vão servir somente de massa de manobra". A UST defende o aumento gradativo da presença indígena nos orgãos governamentais e instâncias de decisão que concernem os seus interesses, para que sua voz possa ser ouvida. A UST apoia, por exemplo, o pleito da comunidade indígena que reivindica a introdução de uma cota mínima para contratação de indígenas via concursos públicos, assim como deseja que estas conquistas venham pela via do diálogo e da participação democrática. O compromisso com a paz entre os povos é uma diretriz da UST em todo o mundo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

UST visita aldeia Terena
Carlos Borges, presidente nacional da UST, Edilso Vieira UST MS e o Terena Reginaldo, visitaram a região dos Terenas e comprovou a situação de precariedade em que vivem os indígenas do MS, que são atendidos sobretudo com políticas assistencialistas com ausência de politicas publicas e ficam reféns das disputas de poder político. Um caso curioso aconteceu alguns anos atrás, em que a carteirinha de indígena anteriormente expedida pela FUNAI, enquanto documento administrativo, serviu para votar (2), mas não servia para obtenção de direitos básicos, pela falta de documentação civil. Este caso, de 2012 e repetido em 2014, ilustra como os indígenas são muitas vezes valorizados na atualidade pelo seu capital político - o voto -, tal como mercadoria e moeda de troca por benefícios eventuais, mas não o são pela inteligência do seu "conhecimento" ancestral e não encontram oportunidades para realizar seu máximo potencial, em áreas onde poderiam contribuir com o pais como o desenvolvimento sustentável de agroflorestas.
 

Problemas estruturais da distribuição de renda do trabalhador indígena do MS: os fatos históricos. E agora, o que fazer?

 

Os índigenas na região do Mato Grosso do Sul, viveram, por centenas, talvez milhares de anos com estabilidade social antes da chegada do homem branco. Do ponto de vista cultural, povos Aruak tinham relações bem definidas entre si, uns eram agricultores, outros guerreiros, e os casamentos entre aldeias serviam para selar essas relações de aliança.      Leia mais a visão da UST......

     
 
 
 
 
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