Central Sindical
 
 
UNIÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES
 

 
 
 
 
 
 

 Audiência pública discute

Reforma na Previdência 

Câmara Municipal de Santo André, sob a Presidência da Vereadora Bete Siraque, realizou uma audiência pública, nessa quarta-feira, para discutir os golpes trabalhistas e previdenciário do governo Temer.

A luta dos trabalhadores do país contra a Reforma na Previdência foi discutida em audiência pública, nessa quarta-feira, dia 29 de março 2017, na câmara Municipal de Santo André. Centenas de trabalhadores, sindicalistas e aposentados participaram do debate articulado e presidida pela Vereadora Bete Siraque. Além da Previdência Social, em pauta também estava o combate à violência contra o trabalhador aposentado. 

Durante a abertura do evento, com o objetivo de esclarecer as consequências da aprovação da PEC 287/2016, que trata da Reforma da Previdência, que deve acabar com as aposentadorias e pensões, entre os ataques contidos na reforma estão a implantação do aumento da idade mínima, a redução da diferença homens e mulheres, o aumento da idade de quem se aposenta por idade.

A Idade mínima e tempo de contribuição que o projeto estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentar e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. No entanto, para obter o benefício em valor integral, o trabalhador precisará pagar por 49 anos, os critérios que foram colocados de idade e tempo de contribuição dificultam bastante a obter a pensão.

Vamos rumo à greve geral, não é o momento de baixar a guarda. As centrais sindicais e os movimentos sociais estabelece calendário unificado de lutas. o calendário da greve geral que pare tudo e que leve milhões de pessoas às ruas desse país, porque é só assim que nós vamos conseguir interromper o curso dessa ofensiva.

 Ao final, Central Sindical UST, parabenizou a iniciativa da Vereadora Bete Siraque pela realização da audiência que colocou em debate este tema de extrema relevância para toda a sociedade brasileira.

Central Sindical UST - CUT - CBAPI – Central Brasileira dos Aposentados - Sindicato Petroleiro - Sindicato Bancários - Sindicato Professores - Sindicato Servidores

 

 


Aumento de tarifa !!! 


NÃO VAMOS ACEITAR!



 NENHUM CENTAVO A MAIS, NENHUM DIREITO A MENOS!  TARIFA ZERO JÁ!
Quem antes pegava um ônibus e um metro/trem, gastava, em media, o absurdo de R$ 320,00 por mês com esse AUMENTO passa a pagar R$ 370,00. Esse aumento é ainda mais cruel porque penaliza as pessoas mais pobres, quem mora nos lugares mais afastados da cidade justamente por não ter condições de morar em regiões centrais, cobra mais caro de quem mais sofre nos apertos dos trens e metrôs e com as longas distâncias.
Enquanto o desemprego sobe e as pessoas tem cada vez menos dinheiro para as coisas básicas, um aumento é ainda mais violento pro nosso bolso.
Essa medida faz com que a gente tenha que gastar muito mais pra ir ao medico, ao trabalho, para visitar parentes, para procurar emprego. Enfim, se torna cada vez mais impossível circular por uma cidade que também é nossa e não só dos ricos.

UST denuncia descaso no

 Hospital Municipal de Diadema
 
 
Lauro Michels fecha leitos do Hospital Municipal
 

 
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), resolveu cortar mais de 20 leitos do Hospital Municipal, com a possibilidade de fechamento deste hospital que significará uma grande perda para a população da região, que já sofre com a péssima qualidade e o alto custo dos serviços de saúde, que deveriam ser garantidos pelo Prefeito Lauro Michels.
O números de médicos e funcionários não são suficientes, são necessários contratar mais médicos na cidade, entre pediatras, ortopedistas, cardiologistas, clinico geral... 
A população esta perdendo muito na qualidade do atendimento hospitalar, os gestores destes estabelecimentos e a omissão do prefeito geraram uma crise financeira que poderá levá-los a fecharem as portas. Se de fato os hospitais fecharem, deixarão população sem atendimento.  A Central Sindical UST também defende que os investimentos em saúde por parte de todas as esferas de governo sejam imediatamente ampliados a fim de melhorar a qualidade do atendimento e reativar os leitos parados, garantir o acesso da população à assistência médica em todas as especialidades. 
Repudiamos os baixos salários oferecidos aos médicos e aos funcionários e aguardamos uma boa notícia para os moradores de Diadema, ampliar a quantidade de médicos e funcionários o suficiente para um bom atendimento.
Prefeito, é um desrespeito com a população que depende da rede pública de saúde, a população não merece esse descaso com sua saúde

 

 

Declaração política da plenária sindical

e popular do Espaço de Unidade de Ação
 

As perspectivas para o ano de 2016 são de continuidade e aprofundamento das crises econômica e política, e, nessa esteira, do aumento da polarização social que tem marcado a sociedade brasileira e a permanência, na superestrutura política, da polarização entre os dois blocos burgueses, um capitaneado pelo PT e outro pelo PSDB. Esse cenário mantém o nosso desafio de, nas mobilizações da classe, construir uma alternativa dos trabalhadores. 

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, assume a pasta no dia 21 de dezembro e, não só mantém o essencial da política econômica que Joaquim Levy vinha implementando, mas anuncia, com as benções da presidenta Dilma Roussef, uma nova reforma da previdência, que elevaria mais uma vez a idade mínima e igualaria a idade de homens e mulheres para se aposentar.

Mas essa é só a ponta da política econômica que permanece e será aprofundada, com mais ajuste fiscal, ampliação da DRU, a proposta de retorno da CPMF, o arrocho nos salários, desemprego, ampliação da terceirização e da desregulamentação dos direitos trabalhistas, carestia, aumento de tarifas, recessão e aprofundamento da política de privatizações e das terceirizações, como está ocorrendo na Petrobras, nos Correios, nos hospitais universitários, rodovias e aeroportos, dentre outros.  leia mais...

 

Protesto em São Paulo contra aumento de tarifas de transporte

       
 

diante dura repressão em ato contra tarifa em São Paulo

movimentos organiza bloco de lutas contra o aumento

Organizações formam bloco de lutas e convocam para amanhã (14) pré-ato na Praça da Sé, às 15h, com passeata até o Teatro Municipal. Manifestação se unificará com a mobilização contra o aumento da tarifa. 

Enquanto trabalhadores e ativistas pacíficos de diversos movimentos foram atacados com jatos de spray de pimenta, bala de borracha, cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, Governador  Alckmin (PSDB) e o Prefeito Haddad  (PT) davam as mãos firmando a política de lucrar em cima da população e jogar a conta da crise nas costas do trabalhador

É importante nesse sentido que reivindicamos a imediata abertura e publicação das contas das empresas de transporte, a instalação de audiências públicas para tratar o tema e, por fim, a quebra do sigilo bancário e fiscal das empresas e empresários. Avaliamos que este conjunto de medidas é fundamental para a garantia de um transporte de qualidade, haja vista que todos os anos a população é surpreendida com aumento das passagens, não bastasse o péssimo serviço prestado, com ônibus lotado, poucas linhas e em más condições.

Essas organizações do movimento popular, estudantil e sindical estão unidas por um transporte público de qualidade, contra o aumento da tarifa, em defesa da segunda função nos ônibus e contra a privatização da linha 5 do metrô. Mobilização foi definida em plenária ampliada que aconteceu no Sindicato dos Metroviários de São Paulo e contou com a participação de mais de 160 pessoas representados 30 organizações. 

organizações  compõem esse bloco estão a Unidos pra Lutar-PSOL, Intersindical, CSP-Conlutas, a Anel, Movimento Mulheres em Luta (MML), PSTU, DCE-USP, Esquerda Marxista, LSR-PSOL, LS-PSOL, Juntos, MES-PSOL, CST, Sindsep, Quilombo Raça e Classe (QRC), Pastoral Operária, Sintusp, CAEL, Escolas Estaduais Godofredo Furtado, Fernão Dias e 23 de Maio, Coletivo Ana Montenegro, União Juventude Comunista, Coletivo Negro Minervino de Oliveira, Unidade Classista, Metroviários pela Base, Coletivo Primavera Socialista, E.S., Renovação Sindical, Central Sindical UST, CA Lupe Cotrim - ECA, Frente Regional de Lutas (Osasco), Coletivo BOOBÁ, Ubes, Upes, Movimento Reviva - PUC, Coletivo Construção Bloco Resistência Socialista, Cahis-USP (Aliança Anarquista), CASSFMU

 
UST na marcha nacional contra ‘ajustes’
da Dilma, Temer e Aécio

Protesto nacional em São Paulo reuniu milhares de trabalhadores e estudantes na capital paulista, que contestaram medidas que atacam serviços públicos e direitos dos trabalhadores apoiadas pela coligação do governo petista e pela oposição tucana. 

Realizada no final da tarde e início da noite da sexta-feira (18 setembro 2015), na capital paulista, reuniu representações de várias partes do país e foi convocado por Centrais Sindicais e organizações sindicais e dos movimentos sociais e estudantis. Servidores federais em greve e que integram a organização unificada da campanha salarial. Pelo menos cinco mil manifestantes marcharam do vão livre do Masp, na av. Paulista, em São Paulo, até a Praça da República, trabalhadores e estudantes expuseram uma posição política diferente das expressadas nas recentes manifestações a favor ou contra o governo de Dilma Rousseff.  

A manifestação por uma alternativa classista dos trabalhadores, da juventude e do povo  contra a elite brasileira. “A marcha expressa a insatisfação com medidas que retiram direitos trabalhistas e sociais e desestruturam os serviços públicos, como a suspensão de concursos e os cortes de recursos da saúde, educação e moradia”.  Nem o PT da presidente da República, nem o PSDB do senador Aécio Neves (MG) e do governador Geraldo Alckmin (SP), tampouco o PMDB de Michel Temer (SP), Renan Calheiros (AL) e Eduardo Cunha (RJ), vice-presidente da República e presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, respectivamente, escaparam das críticas de quem participou da Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras. A Marcha Nacional rejeitou o ‘ajuste fiscal’, apontado como um conjunto de medidas que transferem recursos dos trabalhadores e do estado para o capital privado, e a Agenda Brasil, lançada pelo senador Renan Calheiros e encampada imediatamente pelo governo de Dilma Rousseff. A ‘Agenda’ propõe, entre outras mudanças, o fim da gratuidade universal do atendimento no Sistema Único da Saúde e mais cortes nos direitos previdenciários.

    
 
Marcha Nacional
Trabalhadores e Trabalhadoras  
18 de setembro 2015
São Paulo
    
 
COMITÊ CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA LINHA 5
Metro - São Paulo

Nesta terça-feira 11 de agosto 2015, realizou uma reunião na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo para de formar um Comitê Contra a Privatização do Metrô. Sindicatos, Centrais Sindicais, movimentos sociais, associações e todos aqueles contrários à privatização do metrô serão convidados para o encontro. Após o anúncio feito pelo governador Geraldo Alckmin, no dia 21 de julho, de que pretende privatizar a Linha 5-Lilás do metrô, o Sindicato iniciou atividades para barrar a entrega da linha à iniciativa privada.

Pauta de luta

– Mutirão de ativistas na Linha 5

– Setoriais nas áreas

– Ações jurídicas para impedir a privatização

– Campanha junto à população

– Show com artistas contra a privatização e pela Campanha pela Reintegração

– Carta Aberta à População específica contra a privatização

– Campanhas de fotos de apoio à Linha 5 (participe também por meio das redes sociais)

– Realizar uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa

– Reunião no Sindicato, com sindicatos, movimentos sociais e todos contra a privatização do metrô

A luta da CUFA – PROCASA - UST pelo direito à moradia digna

 Direito não se pede de joelhos, exige-se de pé”

 

O ato, que reuniu milhares de pessoas, em frente à Prefeitura e Câmara de Santo André, por volta das 10h30, onde houve manifestação do Movimento dos Trabalhadores que mostrou um grande potencial de organização, mobilização e pressão política. O Movimento Popular de Habitação – CUFA – PROCASA tem todo nosso apoio e solidariedade da UST, que tem como bandeira central a luta pelo direito à moradia digna, um direito humano previsto na Constituição e na carta da ONU é um dos direitos fundamentais de toda pessoa humana. Em seu discurso, Carlos Borges, Presidente da UST, manifestou apoio as propostas de luta por Habitação, em seguida o Presidente da CBAPI – Aposentados, Mané Gouveia declarou todo seu apoio ao movimento Habitação da CUFA e PROCASA que reúne 1500 famílias na região do ABC – São Paulo.
O Presidente da CUFA –Central Única das Favelas ABCD- São Paulo,  Evandir Santos, fez balanço do avanço da luta na região, lembrou que vamos aumentar a pressão política junto ao prefeito de Santo André, objetivando que o prefeito cumpra com a promessa de atender o movimento e eu tenha cota de participação nas construção das casas hoje em construção.
 
 


UST presente ao encontro Dia Internacional da Água

Com a participação de várias entidades da sociedade civil, promoveu no ultimo sábado (22-03-2014) o encontro promovido pelo PUMA – Presidente Cesar, na cidade de Itanhaém – SP, o encontro que debateu o desafios do acesso adequado à água para consumo humano.

A UST representada pelo Diretor Nacional de Mobilização Enivan Gomes, apresentou a defesa, considerando o contexto atual são muitos os desafios a vencer para garantir água com ambulância com baixo custo e de qualidade adequada a todos os seres humanos.  Está é uma luta permanente associada á nossa qualidade de vida e saúde de que são necessárias políticas públicas adequadas ao exercício do direito humano fundamental de acesso a água com qualidade e combater o desconhecimento popular sobre água é problema a ser enfrentado.


UST contra a privatização da Petrobras
A UST tem como luta a Campanha para barrar o leilão do petróleo, a privatização da bacia de libra, que ira ocorrer no próximo dia 21 de outubro e propomos para o dia 17 de outubro a marchas nas principais capitais do país contra o leilão de Libra.    A Dilma, ao contrário do discurso da campanha eleitoral, acelerou a privatização, entregando setores econômicos importantes e estratégicos para o desenvolvimento como as rodovias, portos e aeroportos ao capital privado. Apesar do discurso eleitoral do governo do PT, a economia do país está cada vez mais desnacionalizada, nas mãos das grandes empresas e banqueiros internacionais. Multinacionais dominam os setores como a indústria, telecomunicação, isso represente a metade do Orçamento que vão todos os anos para os bolsos dos investidores da dívida pública. Repudiamos a privatização do nosso PETRÓLEO a empresas privadas, porque sabemos o que significa a internacionalização dos recursos brasileira mandada para o exterior, gera maior empobrecimento do povo e menos recurso para investimento na saúde e educação.  Entregar uma parte do nosso pré-sal, mesmo no regime de partilha, significa dizer que vai colocar a riqueza do país nas mãos de estrangeiros. As últimas denúncias de espionagem no governo e na Petrobras, confirma a expectativa da decisão e suspender o leilão e privatização da Petrobras, mas o indicativo é que o governo está agindo do ponto de vista da entrega da riqueza nacional.
Por que protestam contra a Copa
Já foram gastos 27,4 bilhões de reais na Copa e a previsão atual é de custo total de 33 bilhões, uma quantia que se aproxima do total do orçamento federal em educação para este ano: 38 bilhões de reais. Uma priorização de recursos que a população questiona nas ruas, assim como a concentração do dinheiro público na construção de estádios, em muitos casos, como em Manaus e Cuiabá, “elefantes brancos” sem futuro aproveitamento. Além disso, as obras de mobilidade urbana – apresentadas pelo governo como o principal legado para as cidades-sede – atualmente orçadas em 12 bilhões de reais – privilegiam os acessos viários para carros (viadutos, alargamentos de avenidas) e a rota aeroportos-hotéis-estádios que não é necessariamente a prioritária para a mobilidade urbana no cotidiano das cidades. Um exemplo claro é Itaquera, onde as obras reivindicadas pela comunidade foram suspensas enquanto se investe a todo vapor nas obras de acesso ao estádio. Promessas em investimento em transporte público, como a construção do metrô de Salvador e o Monotrilho da linha Ouro em São Paulo foram retiradas da Matriz de Responsabilidades (o orçamento federal para a Copa) e o transporte público chegou a ser prejudicado no Rio de Janeiro, onde os moradores e comércio sofrem com a falta do tradicional bondinho – que não circula desde 2011 – depois de um acidente denunciado pelos moradores como resultante de um projeto equivocado de modernização (que teve de ser refeito e ainda não está pronto)

 

Por fim, as obras de mobilidade urbana são as principais responsáveis pelas remoções de comunidades, ameaças ambientais e perda de equipamentos públicas.
Os movimentos sociais contabilizam 170 mil pessoas ameaçadas ou já removidas e/ou recebendo indenizações de 3 a 10 mil reais, para os que comprovam a propriedade do lote, e bolsas-aluguel de menos de 1 salário mínimo para os demais. Não raro os despejos são feitos de forma violenta, sem transparência nem diálogo entre poder público e moradores.  No morro da Providência no Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas descobriram que seriam expulsas quando suas casas apareciam marcadas, sem nenhuma negociação prévia.
Além das casas, os moradores perdem também suas comunidades, em alguns casos centenárias, amigos, vizinhos, tradições. Via de regra são enviados para longe de suas raízes e cotidiano e perdem a infraestrutura urbana dos bairros mais centrais, caso por exemplo, da ameaçada comunidade da Paz, em Itaquera, São Paulo. As indenizações recebidas são muito menores que os preços de aluguéis e imóveis nos bairros atingidos pelas obras da Copa, forçando a ida para longe também dos que podem decidir seu rumo. A especulação imobiliária em torno dos estádios e melhorias feitas para tornar a cidade mais atraente para os turistas expulsam moradores que seriam beneficiados pela evolução, dos morros  Rio de Janeiro à zona leste de São Paulo, agravando o problema extenso de carência de moradias nas grandes cidades brasileiras. O patrimônio social e cultural também foi prejudicado, como mostrou a expulsão de representantes das etnias indígenas que ocupavam o antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro,reconhecido pelos antropólogos como marco da relação entre índios e brancos no Brasil, o histórico estádio do Maracanã foi descaracterizado por uma reforma que já custou 1,2 bilhões aos cofres públicos e acompanhado da destruição de equipamentos públicos esportivos, como o ginásio Célio Barros para construir estacionamentos e acessos viários em torno do estádio.
Legislação de exceção para cumprir as exigências da FIFA
Desde que o Brasil fechou o acordo com a FIFA, o governo vem criando leis por Medidas Provisórias para assegurar os interesses da FIFA e de seus parceiros (Lei Geral da Copa), permitir que Estados e Municípios se endividem além do exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para investir em obras da Copa, abreviar licenciamento ambiental e dispensar licitações.
Alguns exemplos do prejuízo que essa legislação traz para a população:
- as zonas de exclusão: a FIFA estabelece uma área em um raio de até 2 quilômetros em volta do estádio -  a zona de exclusão -  como seu território. Ali controla a circulação de pessoas, a venda de produtos, fiscaliza o uso de marcas que considera suas – o próprio nome do evento Copa 2014 e o mascote, entre outros –  protege a exclusividade de venda dos produtos de seus patrocinadores – da cerveja ao hambúrguer – e se encarrega da segurança. Segundo a ONG Streetnet, na África do Sul 100 mil ambulantes perderam a fonte de renda durante a Copa e situação semelhante  – caracterizada como violação ao direito ao trabalho e perseguição por trabalhar em espaço público – está prevista no Brasil onde mais de mil ambulantes já perderam postos de trabalho por causa das obras da Copa, principalmente em Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza e Porto Alegre
- isenções fiscais, exceções legais: a criação de punições e tipificação de crimes para proteger os interesses da FIFA e seus parceiros – que pune por exemplo, quem utiliza símbolos da Copa para promover eventos em bares e restaurantes ou que fere a exclusividade das marcas da FIFA – é um dos  abusos permitidos pela Lei Geral da Copa, que também isenta de impostos uma série de entidades e indivíduos indicados pela FIFA prejudicando as receitas do país que arca até com toda a responsabilidade jurídica em acidentes/incidentes, danos e processos, incluindo o pagamento dos advogados da FIFA e parceiros.
- obras estaduais e municipais faraônicas e/ou contra os interesses da população: o caso mais gritante é da construção de um Aquário em Fortaleza , sem laudo arqueológico e com diversas falhas no EIA-Rima, a um custo superior a 280 milhões de reais enquanto o Ceará vive uma de suas piores secas. Em São Paulo, no Rio de Janeiro, Salvador e outras cidades-sede os governos estaduais e municipais também participam do investimento em dinheiro público em estádios que serão posteriormente explorados pela iniciativa privada . Em Natal, a construção do estádio põe em risco as dunas, e em Recife uma área até então preservada está sendo completamente alterada para instalar equipamentos relacionados à Copa, como hotéis e centros de apoio ao estádio.
- superfaturamento, custos elevados e desvios de recursos públicos: as sete maiores empreiteiras do Brasil – que são também as principais doadoras de recursos eleitorais para os principais partidos e políticos – beneficiaram-se da Lei 12.462/2011 RDC – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – para determinar preços, aumentá-los através de cláusulas e aditivos frequentemente justificados pelo ritmo das obras e pela reformulação de projetos equivocados. O TCU já comprovou irregularidades na arena Amazonas, na reforma do Maracanã, na construção do estádio em Brasília, no aeroporto de Manaus. O Ministério Público do Distrito Federal entrou com ação contra superfaturamento e outras irregularidades no VLT de Brasília.
 
Violação ao direito à informação e à participação política
Os movimentos sociais denunciam no Dossiê de Violações de Direitos Humanos que também o direito à informação e à participação nos processos decisórios são “atropelados por autoridades FIFA, COI e comitês locais” porque “projetos associados à Copa e às Olimpíadas não são objeto de debate público”. A falta de informações e debate sobre os projetos, que não raro desrespeitam os planos diretores aprovados nas câmaras municipais, que atingem comunidades e bairros é denunciada por movimentos sociais em todas as cidades-sede. Associações de moradores também se queixam de audiências públicas pró-forma e da inexistência de mecanismos mais eficazes para a participação da sociedade nos projetos que atingem suas casas, bairros, cidades.
 
Recrudescimento da violência policial e dos seguranças da FIFA
O orçamento da área de segurança da Copa prevê investimentos de R$ 1,8 bilhão do governo federal. O Ministério da Justiça declara ter investido 562 milhões de reais até agora e o Ministério da Defesa, a 630 milhões de reais para gastos relativos ao evento. Por um total de 49,5 milhões, o governo federal fechou a compra de milhares de armamentos não-letais da empresa Condor – a mesma que forneceu as bombas usadas contra manifestantes – da Turquia às capitais brasileiras– para a Copa das Confederações, em andamento, e a Copa do Mundo de 2014.
O contrato, com vigência até 31 de dezembro de 2014, prevê o fornecimento de 2,2 mil kits não-letais de curta distância (sprays de pimenta, granadas lacrimogêneas com chip de rastreabilidade, granadas de efeito moral para uso externo e indoors e granadas explosivas de luz e som); 449 kits não-letais de curta distância com cartuchos de balas de borracha e cartuchos de impacto expansível (balas que se expandem em contato com a pele, evitando a perfuração); 1,8 mil armas elétricas para lançamentos dardos energizados  (as pistolas “taser”), e mais 8,3 mil granadas de efeito moral, 8,3 mil granadas de luz e som, 8,3 mil granadas de gás lacrimogêneo fumígena tríplice e 50 mil sprays de pimenta. Dentro dos estádios e na zona de exclusão a segurança é privada, escolhida e orientada pela Fifa mas paga pelo governo federal. Nas recentes manifestações no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte a quantidade  de equipamentos e munição chamou a atenção, exatamente por já estar sendo usado o material de segurança da Copa das Confederações.
Além da legislação de exceção abordada no item anterior – que inclui a tipificação de novos crimes para proteger marcas e exclusividade dos parceiros da FIFA e a zona de exclusão – o PL 728/2011, no fim de sua tramitação, inclui a tipificação do crime de “terrorismo”, algo que não existe na nossa legislação desde a ditadura militar, e prevê penas duras para quem promover “o pânico generalizado” . Para os movimentos sociais, o texto do projeto, bastante vago, pode criminalizar as manifestações desde que essas sejam enquadradas como causadoras de pânico generalizado.
 
Elitização dos estádios e dos ingressos para os jogos da Copa
As reformas nos estádios brasileiros para seguir as recomendações da FIFA reduziram ou extinguiram lugares populares nos estádios, ampliando a área de camarotes e lugares marcados, principalmente no Maracanã e no Mineirão, que perderam quase 50% da capacidade. Como resultado, o preço dos ingressos subiram mesmo nos jogos comuns – passando de 40 a 60 reais cobrados nas arquibancadas para preços mínimos de 160 reais no Maracanã, por exemplo.
Quanto aos ingressos para a Copa 2014, enquanto 200 mil pessoas assistiram a partida final contra o Uruguai em 1950 no Maracanã, apenas 74 mil ingressos serão colocados à venda para a final no mesmo estádio em 2014. Em 1950, 80% dos ingressos eram populares (arquibancada e geral) extintas para dar lugar a assentos alcochoados nas área Vips. A FIFA também impôs padrões de comportamento aos torcedores completamente avessos à cultura da alegria e da participação da torcida brasileira de futebol, com platéia sentada, sem as coreografias, as baterias percurssivas, o baile das bandeiras a que estamos acostumados.
 
Incremento ao tráfico e violência contra mulheres, adolescentes e crianças
Fortaleza, Natal e Salvador estão entre os principais destino do turismo sexual, que traz homens para o país em busca de mulheres, travestis, adolescentes e crianças, o que deve se agravar com a Copa. O Esplar, ONG que trabalha com mulheres cearenses e participa da Articulação dos Comitês Populares da Copa, lançou em parceria com a Fundação Heinrich Boll, um folheto informativo em um DVD para chamar a atenção para o esperado aumento do turismo sexual na Copa. Segundo a advogada Magnolia Said, que coordenou a produção desse material, já se detectou um aumento de tráfico interno (do interior para as capitais do Nordeste) de mulheres e adolescentes por causa dos preparativos da Copa do Mundo. Reportagem da agência Pública também detectou o trânsito de travestis de Fortaleza para São Paulo para colocar próteses de silicone em troca de trabalho gratuito para as cafetinas que bancam as cirurgias.
20/06/2013  Marina Amaral – Brasil de Fato

passeata com 300.000 mil no Brasil, novo protesto hoje
UST presente na luta de mais de 300.000 manifestantes de forma pacifica, ocuparam as ruas em todo o Brasil  nesta segunda-feira (17) contra o aumento da passagem de ônibus --apesar de o tema da manifestação ter se expandido bastante em um clima de paz, as lideranças já convocou um novo ato com concentração a partir das 17h, na praça da Sé, região central de São Paulo.

MANIFESTO CONTRA A VIOLÊNCIA DA PM NOS PROTESTOS DE JOVENS PELO TRANSPORTE PÚBLICO 

A ação da Polícia Militar do estado de São Paulo em protesto de jovens contra o aumento das tarifas da passagem do ônibus, metrô e trem na capital paulista é mais um episódio na história de violência e desrespeito ao direito de organização e manifestação. O direito de manifestação sofre permanente ameaça no país, mesmo depois de 25 anos de promulgação da Constituição Federal, o que demonstra que a democracia ainda não está consolidada no país. A PM do estado de São Paulo, controlada pelo PSDB, mantém os métodos que desenvolveu na ditadura militar, reprimindo manifestações, efetuando prisões políticas de cidadãos e estimulando tumultos, inclusive com infiltrações para desmoralizar a luta e organização popular.

Não podemos esperar um comportamento democrático de uma PM liderada pelo PSDB que, em janeiro de 2012, mobilizou helicópteros, carros blindados e 2 mil soldados do Batalhão de Choque para fazer a reintegração de posse violenta de 1600 famílias que viviam desde 2004 no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).
A legitimidade do protesto dos jovens contra o aumento das tarifas não pode ser desmoralizada por causa de ações equivocadas de uma minoria, que infelizmente não compreende que a sociedade está do lado daqueles que querem transporte barato e de qualidade para a população de São Paulo.
Apesar desses acontecimentos pontuais, a responsabilidade pela violência nos protestos é da Polícia Militar, que tem provocado o conjunto dos manifestantes, promovido o caos e agredido cidadãos que estão nas ruas exercendo o seu direito de manifestar de forma pacífica. Esses protestos são importantes porque colocam em xeque uma questão central para a população da cidade, que é a mobilidade urbana. Os paulistanos perdem horas e horas todos os dias dentro de um carro ou ônibus parados no trânsito ou de um vagão de metrô e trem lotados. Horas que poderiam ser destinadas para ficar com a família ou para cultura, esporte e lazer, das quais são privados por causa de uma clara opção que privilegia o transporte privado e individual em detrimento do público e coletivo. O histórico crescimento desordenado da cidade, o trânsito causado pelo número de carros nas horas de pico, a falta de linhas de metrô/trem, a baixa qualidade do sistema e a chantagem das empresas privadas concessionárias de ônibus, as altas tarifas do transporte público representam um problema social, que prejudica o conjunto da população, especialmente os mais pobres, que moram na periferia. A lentidão da expansão do metrô é uma questão crônica da gestão do PSDB, que construiu apenas 21,6 Km de linhas do metrô, o que representa uma média de 1,4 km por ano. Com isso, São Paulo tem a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo (apenas 65,9 km).
A gravidade dessa questão fez com que a mobilidade urbana fosse um dos temas centrais da campanha eleitoral para a prefeitura no ano passado. E o candidato Fernando Haddad, que acabou eleito, prometeu dar respostas que tocassem na raiz do problema. A movimentação da prefeitura para adiar e realizar um aumento da passagem do ônibus abaixo da inflação do último período, dentro de um quadro de pressão das empresas concessionárias, não atende os anseios criados com a derrota dos setores conservadores nas eleições em São Paulo. A resolução da questão urbana exige medidas estruturais, como a efetivação de um modelo de desenvolvimento, que prescinda o estímulo à indústria automobilística, e a implementação do controle direto sobre as tarifas por meio da municipalização dos transportes. Com isso, se evita soluções paliativas como a subvenção das concessionárias, financiando setores cujo interesse em lucrar se choca com a possibilidade de um sistema de transporte que atenda as necessidades da população. Por isso, os protestos realizados pelos jovens ganham importância, uma vez que representam um sintoma do problema e constituem uma força social que pode apontar e sustentar mudanças estruturais na organização territorial e na mobilidade urbana. Essas mobilizações são um instrumento de pressão sobre as autoridades, para sustentar um processo de negociação, especialmente com a prefeitura, que esperamos que possa render conquistas para a população e acumular forças para novas lutas que virão. Nesse processo, a mídia burguesa e os setores conservadores colocam uma cortina de fumaça sobre as soluções estruturais para as quais apontam os protestos, com a execração pública dos atos realizados por uma minoria. Esse tipo de cobertura coloca luz sobre os vínculos dos meios de comunicação da burguesia com as empresas automobilísticas (interessadas em vender mais carros), com as empresas privadas concessionárias de transporte (que lucram com a chantagem sobre a prefeitura) e com a especulação imobiliária (contrária à reorganização territorial). Assim, manifestamos nosso apoio aos protestos dos jovens em defesa do transporte público, dos quais queremos contribuir para garantir a massificação e manifestação organizada e pacífica, condenamos a ação violenta da Polícia Militar, cobramos a libertação dos presos políticos e rechaçamos o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. 

ABGLT- Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais 
Consulta Popular 

Fora do Eixo
JCUT- Juventude da Central Única dos Trabalhadores
JPT/SP- Juventude do Partido dos Trabalhadores da cidade de São Paulo
JSOL - Juventude Socialismo e Liberdade
JUNTOS!
Levante Popular da Juventude
MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
PJ- Pastoral da Juventude
PJMP- Pastoral da Juventude do Meio Popular
Quilombo
REJU- Rede Ecumênica da Juventude
UBES- União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UJR- Partido Comunista Rebelião
UJS- União da Juventude Socialista
UNE- União Nacional dos Estudantes
UST – União Sindical dos Trabalhadores

 

UST pressionando pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo
Movimentos sociais, parlamentares e artistas, UST e das demais centrais sindicais, MST e Educafro a Câmara dos Deputados não votou nesta terça-feira (8/5/2012) a PEC do Trabalho Escravo, 
Na mesma semana em que a bancada ruralista conseguiu, mais uma vez, adiar a votação em segundo turno na Câmara dos Deputados da Propost
 
 
UST faz manifestação em 15 de março
 
Dia Nacional de Paralisações
contra a reforma da Previdência
 

A UST e as demais centrais sindicais confirmaram a realização, em 15 de março, de um Dia Nacional de Paralisações e Lutas contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287. Mais uma vez vamos colocar na rua o bloco da luta contra a retirada de direitos da classe trabalhadora e contra o ataque às aposentadorias.

A luta começa no próximo dia 15 de março, teremos um ano de muita mobilização, vamos discutir como enfrentar o que está por vir em 2017. Isto porque a reforma trabalhista também bate à porta, representando uma proposta que aumenta jornada de trabalho semanal e estabelece o contrato temporário ou intermitente, no qual o trabalhador aguardará ser chamado sem receber por esse tempo de espera.

A UST reforça a necessidade de nos unirmos como Centrais Sindicais, discutirmos formas de luta e enfrentamento dessa problemática conjuntura que ameaça não só as condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

Várias ações serão realizadas em conjunto para impedir que os deputados aprovem a Proposta de Emenda Constitucional – PEC nº 287, que inviabiliza tanto a concessão de benefícios que representa, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros. 

A proposta de Temer não significa uma “reforma” da Previdência e sim o fim da aposentadoria, especialmente para os trabalhadores menos qualificados, que entram no mercado de trabalho mais cedo, sem carteira assinada, passam vários períodos desempregados ou subempregados; será o fim da previdência para as mulheres e os trabalhadores rurais.

Em 15 de Março vamos parar!         Nenhum direito a menos!

 
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